16.9.08

Em mais um episódio de Drama da Carência Alheia (Autora: P.D.)


Tudo começou numa parada pela visibilidade lésbica, a 4ª de Brasília, e quando se vai pr´uma parada lésbica é óbvio que você sai com o intuito de fazer no mínimo tudo o que a programação preparou pra você!
Tava eu lá curtindo a histeria e radicalismo das ativistas, as cantoras de MPB, as sapas de um dia (aquelas que só aparecem nessas datas comemmorativas), as beals feias amigas das sapas de um dia... tudo agradável, bizarro e dentro dos planos.
Os planos eram: me jogar e só dar o mel pra ainha da primavera, ou seja, a rasha que chegasse chegando, levava... ou quase (porque depois de vários drinks os critérios e as barreiras imaginárias caem) e tudo acontece. E aconteceu, peguei uma de prórpia escolha, vi suas costas tatuadas e achei exótico a coisa toda, gostei, cheguei, oi blá blá blá e tcharam: vale beijo. Valeu beijos, telefone e ligação no outro dia. Depois um encontro casual de tarde e que rendeu um outro encontro de noite.
Porém, eis que o drama chegou, a tal carência alheia... sorrateira e onipresente. Eu confesso que queria um sexo fácil, afinal coisa de pele serve pra isso né, mas ela veio no texto de ser Sandy, sexo só por amor... até aí ok...mas, depois dessa declaração você até desiste de algo mais. Ou não!
Bem, o lance era que a rasha, se encatou pelos beijos e pequenas mãos bobas, mas eu já havia praticado o desapego e o desejo de viver a vida latina voltou com toda a força, entrentanto, como "comunicar" esse fato sem ser de uma forma tosca e descabida? 'Oi, acho legal a gente ser amiga? Oi, acho legal mesmo a gente ser amiga? Oi, acho que a gente só pode ser amiga!'

E o final foi assim:
Oi, acho melhor a gente ser amigas que se pegam do que essa história de amor pra cá e amor pra lá... E ela, madura e no salto disse: isso tava bem claro desde o início pra mim, não é? Depois dessa só pude agradecer (pela drama ser meu e não dela, no final das contas) e pedir desculpas pelo meu jeito ogro de comunicar que eu quero é frevo e nada mais... Ou não, né!

2 comentários:

Devaneios de uma Alma sem Dono.. disse...

Acho muito mais justo do que mentir que quer amor pra vida toda!

Anônimo disse...

E dificil ne, estabelecer essa fronteira. Mesmo quando estamos convictas, sempre pinta um mal estar na hora de deixar claro.
Jana