17.9.08

Há poesia (Autora: Luciane de Novaes - http://floresemvcs.blogspot.com)


Lágrimas solitárias

Lágrimas solidárias
Lágrimas confidentes e bandidas

Das cercanias “hemofóbicas”
Tão estranhas e falantes
Tão culpadas e atrizes

Como sérias meretrizes do além-bar
Saídas daquele mar dos sonhos
Expulsas por cantar sem medos
O amor ébrio de suas almas perdidas

A luz do dia censurava seus passos
Nas madrugadas intensas eram tão felizes
Dos boêmios e felinos guardavam a fiel companhia indulgente
Esses, os poucos e bons que lhes tratavam comumente

- Se o amor que a gente sente não pode sentar no banco da praça,
Nem por isso desisto querida.
Nada nos tira a graça!
Repousa teu olhar em meu travesseiro
Que te faço dormir em meu seio
Que te faço sorrir sem receio

O amanhã vem para todos, mesmo nublado de preguiça
Dorme e sonha com o futuro
Há poesia em tudo, amor
Há poesia...

2 comentários:

V. disse...

Nossa... adorei.
Ainda tenho uma alma assim, que acredita que em tudo existe poesia.

Devaneios de uma Alma sem Dono.. disse...

Perfeito!

Lindo mesmo!