17.9.08

Imponderáveis.. (Autora: V.)

Era um domingo. Almoço de aniversário. Em meio a conversas casuais, ela entrou no salão. Era uma das convidadas. A visão mais linda do dia. Olhos verdes, cabelos longos e negros presos num rabo de cavalo, um corpo escultural, um sorriso de fazer tremer... Tive que me recompor e disfarçar meu rubor ao ser apresentada a ela.

Almoçamos juntas, conversamos, rimos muito... e em uma tarde eu descobri que ela era a pessoa mais interessante que eu havia conhecido nos últimos 10 anos. Fiquei encantada com ela... e Deus, como era linda! Nessa ocasião soube que ela estaria presente num casamento que eu iria 2 meses mais tarde.

2 meses depois, lá estava eu em Natal. O casamento seria na praia, novidade pra mim. E lá estava ela tb... mais linda ainda (como é possível?). Cabelos soltos, vestido ondulado pela brisa do fim da tarde, pés na areia (gente, até os pés dela são lindos!). Tá certo que ela estava conversando com outras pessoas, mas eu só enxergava ela, a praia e o céu... Renoir teria inveja desse cenário.

Ela me viu, veio falar comigo, me abraçou, perguntou quanto tempo eu ficaria em Natal. "Infelizmente só uma semana, vim só mesmo pro casamento". Trocamos algumas palavras em várias oportunidades, trocamos sorrisos, dançamos... mas nada além. Nada que seja recíproco, já que o interesse parece vir mesmo só da minha parte. E continuo acreditando nisso, mesmo tendo surpreendido por 2 ou 3 vezes ela desviando o olhar quando meus olhos encontravam com os dela.

Voltei pra Brasília e não conseguia tirar da cabeça a figura linda daquela mulher-deusa-na-Terra. Vi fotos do casamento, me prendia longos segundo na figura dela. Nessa hora soube das pretensões alheias de apresentá-la ao meu irmão. Pq ela está solteira, ele tb, os pais dela moram em Brasília e ela está sempre por aqui, ela é um doce de pessoa, blá blá blá... "Quê?! Sai pra lá que eu vi primeiro!!", pensei. Mas tive que me segurar e fingir que tava tudo bem, que eu dava o maior apoio. Ninguém sabe o tanto que essa mulher me encantou, o tanto que eu fiquei balançada, o tanto que a simples visão daquele corpo, daqueles olhos e daquela boca habitam meus pensamentos... segredo de Estado! Não quero chocar ninguém (nem a ela!) com esse desejo platônico...

Mas confesso que a simples imagem desse provável futuro é apavorante! Já pensou? Ia dar até nome de filme ou de alguma auto-biografia barata:

"Eu, V., apaixonada pela futura pretendente do meu irmão".

2 comentários:

paula disse...

se joga querida, fala logo pra ela do seu tesãããããõ, num tem nada a perder... Mas num entendi uma coisa, ela dá em cima do seu irmão? Putz...fudeu...

V. disse...

Não, ela nem conhece meu irmão ainda... conhecidos nossos é que dizem que têm que apresentar os 2, já que ambos estão solteiros... sacou? ;)
Quem sabe um dia eu me jogue mesmo... mas preciso sentir o terreno antes... rs